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Archive for October, 2007

O mundo ficou mais 3D…

Lembra há alguns anos atrás quando diziam que com o computador poderíamos ir a qualquer lugar e viajar sem sair do quarto? Bem, este dia chegou.Todo mundo conhece o Google Maps, o site de imagens de satélites do Google. É maravilhoso poder ver imagens do outro lado do mundo e com qualidade impressionantes. Agora imagine ver imagens em 3D deste mesmo local, como se você estivesse lá.

Essa é a proposta do Google Maps Street View. Com recursos de Web 2.0 já conhecidos, o Google Maps Street View é muito fácil utilizar. Basta arrasta o boneco amarelo sobre a rua que deseja visitar e pronto. Um balão irá aparecer sobre o mapa, com imagens em três dimensões do ponto em que você esteja. É possível ainda avançar ou recuar utilizando as setas que aparecem juntamente com a imagem.

Tudo isso foi possível graças a uma parceria com a empresa Immersive Media, que, com um dispositivo com 11 pequenas câmeras acoplado sobre o capo de um carro, enviou imagens em 360º para os servidores do Google que liberou aos visitantes.

Confira o vídeo de apresentação, um tanto bizarro, e experimente o Street View no site http://maps.google.com/help/maps/streetview/

Outra investida em mundos virtuais em terceira dimensão vem da Microsoft. O anunciado Photosynth é um software on-line que os laboratório do Live estão desenvolvendo.

O projeto consiste em utilizar imagens da internet para montar um objeto em terceira dimensão na tela do seu computador? Como eles fazem isso? O software identifica pontos semelhantes entre as imagens e vai reunindo-as uma próxima das outras. Além disso, ele possui um mecanismo que reconhece o ângulo da câmera no memento do retrato.

Para ver uma prévia deste projeto, visite o site http://labs.live.com/photosynth/O céu é o limite para estes tipos de serviços. Ou será que já dá ver o céu através da internet?

Skype prepara-se para vender seu primeiro celular

O serviço de telefonia pela Internet do eBay, Skype, deve anunciar em breve um acordo com a operadora de telefonia móvel 3 para vender seu primeiro celular, afirmou uma fonte próxima do assunto. Os planos da Skype prevêem o lançamento do aparelho nos países onde a 3 opera, informou a fonte, sem informar o cronograma ou onde o celular será vendido primeiro. A 3 é uma operadora do grupo de Hong Kong Hutchison Whampoa e atua na Austrália, Hong Kong, Indonésia, Áustria, Dinamarca, Itália, Irlanda, Suécia e Reino Unido.

O porta-voz da Skype, Chaim Haas, confirmou que a 3 e a Skype “estão trabalhando em conjunto em um novo produto que tornará o Skype completamente móvel”, mas não deu mais detalhes. A Skype deve revelar seus planos na última semana deste mês, informou a fonte.

O software da Skype, que permite aos usuários fazer chamadas gratuitas pela Internet, já funciona em alguns dos celulares vendidos pela 3. Mas o novo aparelho é o primeiro encomendado pela Skype e será mais fácil de usar que os modelos atuais que são compatíveis com o software da empresa, de acordo com a fonte.

Segundo o site da 3, a empresa tem mais de 10 milhões clientes, incluindo mais de 3,5 milhões no Reino Unido. Enquanto isso, a Skype tem cerca de 246 milhões de usuários registrados no mundo, com cerca de 10 milhões de pessoas usando os serviços da empresa ao mesmo tempo, informou Haas.

Fonte: Reuters

A fantástica fábrica de sonhos…

Quando me ofereceram o desafio de cuidar do mercado norte-americano da Ferrari, em 1992, a princípio não levei a sério. Eu era um amante da velocidade e tinha dirigido esses carros toda a minha vida. Além do mais, para mim, a Ferrari não era uma empresa na qual se pudesse “trabalhar”. Era uma fábrica de sonhos, parecida com uma loja de brinquedos para as crianças. Na época, a empresa tinha uma limitação: vendia apenas uma centena de automóveis, num mercado de mais de 143 milhões de veículos. Anos mais tarde, essa sensação de exclusão desapareceu, quando a Ferrari, a menor das empresas da indústria automobilística, figurava entre as cinco marcas mais famosas do mundo, ao lado da Coca-Cola e IBM, mesmo não investindo em publicidade.

Aos poucos percebi que não vendíamos um produto, mas muito mais que isso: um sonho. Afinal a empresa tinha 18 meses de estoque acumulado e as pessoas não queriam pagar o que uma Ferrari custava. Não havia sentido comprar um carro que atingia 300 km/h num país com leis rígidas sobre velocidade. Dessa forma, organizei a Ferrari como uma empresa dedicada ao negócio de sonhos. Descobri que o sucesso de um produto reside na atração emocional que exerce sobre os compradores. A Ferrari não vende carros mas a ilusão da velocidade. Portanto, surgiu o conceito do dreamarketer, ou “marketeiro dos sonhos”. Sua função maior, baseada nos motivos que impulsionam a compra, é induzir estados de espírito e criar fortes emoções para conectar-se aos seu público.

Educar os clientes para que valorizem atributos estéticos não é uma tarefa fácil, mas é realmente necessária. A campanha de lançamento de água Perrier nos Estados Unidos, por exemplo, baseou-se em relacionar o produto com uma certa posição social e não em resolver o problema da sede. O sucesso foi tão grande que, em pouco tempo, algumas pessoas pediam Perrier e, além disso, um copo d’água.

Acredito que existam três tipos básicos de sonhos: o primeiro é o de reconhecimento social, que está presente em produtos cosméticos e visa atrair a atenção pela beleza. O outro está ligado ao heroísmo, que também consiste no desejo de imitar ou chamar a atenção por meio de personagens admirados, que desfrutam da vida sem restrições. Como nos filmes, eventos esportivos, revistas. O terceiro e último tipo é o da liberdade, o sonho mais puro, que impulsiona a superação das limitações físicas.

Geralmente a tecnologia expande essa capacidade, como aconteceu com o advento do walkman, que possibilitou “levar” o som a qualquer lugar. Com a aplicação desses conceitos, a Ferrari, por exemplo, não precisa comprar espaço numa exposição: os organizadores exibem nossos veículos porque o automóvel atrai os visitantes. As revistas publicam notas da empresa porque assim conseguem vender mais exemplares. Os diretores de cinema incluem cenas de uma Ferrari correndo a toda velocidade porque assim aumentam o entusiasmo do espectador. E mais: a Ferrari é extremamente coerente, sendo a única escuderia do mundo que sempre correu no circuito da Fórmula 1. Também é a única nesse segmento que constrói o carro todo, enquanto as outras fabricam apenas o chassi e o motor.

O importante não é liderar o negócio de corrida de carros mas aprender com a experiência e manter a coerência. Só assim se obtém a credibilidade. Qualquer um pode sonhar. É claro que, ao despertar para a realidade, poderíamos sentir-nos frustrados, mas o que realmente nos satisfaz é a nossa capacidade de sonhar e trabalhar para alcançar o que queremos.

As empresas devem adotar uma “plataforma artística”, na qual os sentimentos e a intuição prevaleçam sobre os números. Não bastam apenas tradicionais métodos de marketing, como pesquisa de mercado, para desvendar os sonhos dos clientes.

Desconhecido…

Recomeçar…

Recomeçar é dar uma nova chance a si mesmo. É renovar as esperanças na vida e o mais importante, acreditar em você de novo. Pois é, agora é hora de reiniciar. De pensar na luz. De encontrar prazer nas coisas simples de novo.

Se não fossem os acidentes…

* Expedito Arena

Temos acompanhado um número assustador de acidentes de trabalho no Brasil. Esse quadro, além de indicar que a preocupação com o ser humano ainda é pequena em nosso país, mostra certo despreparo por parte do empresariado brasileiro.

Dados divulgados recentemente pelos Ministérios da Previdência Social e do Trabalho e Empregos responsabilizam a construção civil pelo alto número de acidentes de trabalho, cerca de 23mil ao ano. Junto com os serviços de corte de cana, o setor da construção ainda sofre com a precariedade dos instrumentos usados como “precaução”.

Além de serem desatualizados, os programas de segurança, especificamente na área da construção, são muitas vezes desprezados pelos operários. A ausência de atenção com estes requisitos mostra que os empreendimentos e construções crescem, porém, a saúde do operário ainda é vista com certa calamidade.

Creio que uma ferramenta ainda muito útil e que deixa de ser praticada é o simples diálogo. A falta de instrução dos trabalhadores ajuda a desvalorizar a mão de obra neste setor. A dificuldade de se encontrar profissionais qualificados para os canteiros de obras junto às empreiteiras é enorme.

De certa forma, essa imprudência com maquinários é também um pouco de despreparo. Profissionais são inseridos neste mercado sem a menor qualificação e também sem um curso de segurança.

Na última semana, noticiários mostraram a queda de um operário que trabalhava na construção civil após levar uma forte descarga de energia. Não bastasse isso, o operário ainda pegou fogo. Cenas que mostram a falta de estrutura e de treinamento das empresas de construção.

Receio que esta preocupação sempre vá existir. Mostrando que segurança nunca é demais. Porém, o setor precisa se profissionalizar para que os arranha-céus continuem a despontar no horizonte, só que com uma grande pitada de amor à vida.

* O autor é engenheiro, diretor da rede de franquias Casa do Construtor e vice-presidente da Alec.

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