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Archive for October, 2007

Garotos são o novo sexo frágil nas escolas alemãs

Uma tendência interessante - estamos entrando, felizmente, na Era da Mulher. O que é muito importante para o futuro da humanidade, pois elas como geradoras de vida, vão cuidar muito melhor do nosso bendito planeta do que nós homens.

 

Garotos são o novo sexo frágil nas escolas alemãs

Novos estudos apontam para desvantagem educacional de garotos em relação a meninas. Devido à polêmica, a educação conjunta é colocada em questão e uma separação por sexo nas escolas se anuncia.

Recente estudo da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK) constatou que, entre 2005 e 2006, a porcentagem de garotos que abandonaram as escolas do país sem nenhum tipo de diploma foi quase duas vezes maior do que a de meninas.

Por outro lado, quase 30% das alunas obtiveram o diploma que lhes permite cursar a universidade. Entre os meninos, este índice cai para cerca de 20%. A DIHK afirma que 57% dos desempregados abaixo dos 25 anos são homens.

Na semana passada, o secretário de Educação de Brandemburgo, Holger Rupprecht (SPD), alertou para o problema em seu estado ao apresentar o relatório de sua secretaria na Assembléia Legislativa. Em Brandemburgo, somente 42% dos pré-universitários são do sexo masculino, a menor taxa do país.

Garotos sofrem desvantagens

“Em diversos aspectos, há uma tendência de os garotos sofrerem desvantagem na formação geral escolar”, afirmou o secretário social-democrata perante os deputados. Rupprecht salientou que a desvantagem entre meninos atinge, sobretudo, jovens provenientes de famílias com pouco nível educacional.

O secretário foi bastante reservado quanto às causas do problema, mencionando a carência de educadores homens nas escolas e creches. O especialista educacional Ingo Senftleben (CDU), motivador da pesquisa, apontou para a falta de pessoas que sirvam de referência para os garotos nas escolas: “Eles precisam de mais pessoas de contato do sexo masculino”, afirmou Senftleben. Ele sugeriu a criação do “responsável para meninos” nas escolas de Brandemburgo, como já existe em Munique.

O
especialista justifica a pouca competência de leitura dos garotos devido à escolha literária orientada para o gosto das meninas. O secretário Rupprecht encara como problema conceitos neutros de gênero. “Tais conceitos não reconhecem que meninos e meninas precisam de diferentes motivações para que seu talento seja aproveitado ao máximo”, explicou Rupprecht.

Segundo a vontade de Rupprecht, meninos e meninos passarão a ser mais freqüentemente divididos em classes diferentes, principalmente em matemática e ciências naturais ou nos cursos que tratam de conflitos específicos de seu sexo. Não deverá haver outras divisões, afirmou o secretário. A sugestão de Rupprecht foi bem acolhida por todas as bancadas estaduais.

Novos caminhos

A novidade do problema lançado pelo secretário da Educação de Brandemburgo está na sua forma de tratamento e na reavaliação do gender mainstreaming, ou seja, direitos e tratamentos iguais para homens e mulheres. Quanto ao problema dos garotos em si, há anos que o governo federal alemão está atento para o fato. Por iniciativa da ministra da Família, Ursula von der Leyen (CDU), foi lançado em 2005 o projeto Novos Caminhos para Garotos.

O projeto piloto coordenado pelo grupo Dissens, que se classifica através do slogan “dissenso com a masculinidade DOMinante”, procurou ampliar “o limitado comportamento da escolha profissional” por parte dos garotos e fomentar a reflexão sobre as práticas e papéis de masculinidade impostos pela sociedade, além de procurar fortalecer a competência social dos jovens rapazes.

Uma das iniciativas de Novos Caminhos para Garotos foi um concurso cujo tema era a “reflexão crítica do papel masculino” na escolha da profissão. Entre os premiados, estava um projeto de uma escola da Baixa Saxônia, onde durante dois dias os alunos discutiram seu desejo de ter filhos e seu papel de pai. “Os garotos notaram rapidamente que sua responsabilidade perante uma criança é a mesma que a das garotas”, afirmou um assistente social da escola.

Opiniões divergentes

Na imprensa, a masculinidade como novo sexo frágil vem provocando as reações mais divergentes. A mídia se divide entre aqueles que apóiam a posição do secretário Rupprecht e aquelas que defendem a iniciativa da ministra Von der Leyen.

Na emissora Deutschlandradio, o jornalista Hajo Schumacher aponta para as conseqüências da falta de exemplos masculinos para os jovens: “Nos meninos na puberdade, pode-se ver, claramente, o que nos espera na próxima fase da luta entre os sexos: um monte de homens desorientados”.

O jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung comenta a decadência dos tradicionais papéis masculinos em uma sociedade cada vez mais dominada pelo setor terciário em detrimento da indústria: “Não é fácil hoje para os meninos, pois força corporal e esforço de ser superior perderam seu valor na moderna sociedade do conhecimento e na escola”.

A emissora WDR se pergunta: “Enquanto os jovens rapazes sonham, as meninas dividem o futuro entre si. Determinadas, elas atingem o sucesso e aos meninos resta somente chorar o leite derramado. As mulheres seriam mais inteligentes ou os meninos seriam vítimas de uma educação feminina?”.

Emma, bastião editorial do feminismo alemão, comenta as críticas de um jornalista da revista Der Spiegel que classificou o projeto do grupo Dissens como “uma destruição de identidades”. Para a revista da feminista Alice Schwarzer, “não é coincidência que uma volta ao biologismo se anuncie no momento em que a Alemanha é governada por uma mulher e em que a ministra da Família apele por maior participação masculina na criação dos filhos e no cuidado de velhos.”

O bom humor estimula a criatividade

Você já ouviu falar que o bom humor é favorável e até conta pontos no ambiente de trabalho? Afinal, essa é também uma característica da qual poderá nascer a criatividade. E, convenhamos, conviver com aquele tipo sempre de mal com a vida, ainda que extremamente competente, não é nada fácil. Você vive esse drama? Mas é bom ficar alerta para não passar da conta, pois a linha que separa o engraçado do inconveniente por vezes é muito tênue.

O engraçadinho de plantão quase sempre desperta sentimentos ambivalentes, que podem ir do amor ao ódio. Quando ele falta, sempre tem quem dá graças a Deus porque vai poder trabalhar em paz, como os que lamentam porque o dia vai ficar sem graça. Às vezes, não é fácil lidar com a situação. Mas é bom não bater de frente com o piadista e reprimi-lo. Primeiro, porque isso vai gerar um clima desagradável e, depois, porque, muitas vezes, são suas atitudes que conseguem amenizar o estresse do dia-a-dia.

Alertar a pessoa com relação aos seus limites, entretanto, é aconselhável. O humor no ambiente de trabalho, na medida certa, é bom, pois ajuda as pessoas a ficarem mais descontraídas e muitas soluções criativas podem surgir de sátiras e brincadeiras. Sempre aconselho, quando estiver criando: brinque com a idéia, dê risada, vire criança, pinte e borde com a nova idéia, ela vai melhorando e sendo aprimorada. Para mostrar seus exageros, uma boa dose também de bom humor e amizade pode dar certo.

Observe a cena: você está diante de uma pessoa chata, aquela de plantão, às vezes inconveniente. Você começa a ficar nervoso, prestes a ter um ataque de nervos. O que fazer? Conforme o conselho popular, comece a contar até dez. Qual a origem desse conselho? Trata-se de um número cabalístico? E quanto às pessoas que nem contando até mil conseguem diminuir a raiva?

Cabe uma explicação científica. O nosso cérebro determina o nosso pensamento e como nós nos comportamos. Assim, quanto mais o conheço, maior a chance de modificar minhas atitudes. Diante da ira, como você já sabe, há um desequilíbrio entre os dois lados do cérebro e isso é perceptível por todos, mas às vezes menos pelo irado. Quando está à beira de um ataque de nervos o que predomina é o lado direito do cérebro (da emoção). Quando começa a contar até 10, ou até mil, você está reativando o lado esquerdo do cérebro (da razão) e não adianta contar aleatoriamente. É preciso que seja seqüencial. Aí o que acontece? Você disponibiliza respostas mais centradas e comportamento mais controlado, agindo pela razão. Não significa que não deverá expressar suas emoções, mas sim controlá-las.

Agora, se o engraçadinho de plantão persistir, e continuar deixando você à beira de um ataque de nervos, expresse o seu descontentamento, pois ele também deverá respeitá-lo. Mesmo porque paciência tem limites.

Exercícios cerebrais contribuem para ajudar na tomada de decisão e posicionamento diante da vida e você também poderá aprender a perceber que onde há fumaça há fogo. Com os hemisférios bem relacionados, sua vida será mais saudável.

O bom humor é, na verdade, um antídoto para a chatice e um remédio para quase todas as coisas. É recomendado para o pensamento criativo sem contra-indicação. Em situação de conflito, tensão e constrangimento, o bom humor poderá ajudar a persuadir ou convencer as pessoas, sem contar que ativa o pensamento criativo, favorecendo a inovação. Uma boa gargalhada também pode quebrar o constrangimento causado por algumas gafes. Afinal, quem já não pisou na bola atire a primeira pedra.

Considere-se fazendo parte do grupo dos normais.

O bom humor é uma das características das pessoas criativas. Veja, por exemplo, Mozart, cuja biografia revela que, por mais difícil que tenha sido sua vida, ele nunca perdia o bom humor. Comece! Você vai aprender, acredite.

Quando sou convidada a desenvolver um programa de criatividade, ao conversar com presidentes, diretores e diversos profissionais na empresa, durante o levantamento preliminar, logo percebo como está o humor dentro da organização e assim, entre outras coisas, defino o tempo que vou utilizar para desbloquear e estimular a criatividade nos participantes. Por incrível que pareça, para mim, isso funciona como um termômetro.

Mantenha o bom humor, aproveite o bom humor dos colegas, para, juntos, buscarem respostas criativas e inovadoras para os problemas ou chatices do dia-a-dia.

Artigo originalmente publicado na revista Vencer.

O sono e o aumento da produtividade

Não acontece diariamente, mas vez ou outra, o gerente de marketing da Symantec Brasil, Christopher Cook, prepara-se para ir ao trabalho de forma bem diferente da maioria dos executivos. Veste uma roupa confortável, carrega a roupa mais social numa mochila, deixa a chave do carro em casa, e segue para o escritório de bicicleta, num trajeto que leva meia hora. “É perigoso, o trânsito é complicado, mas compensa. Faço exercício e me canso mais fisicamente, o que me dá a certeza de que terei um sono melhor”, afirma.

A busca por uma noite bem dormida, levou Cook a mudar alguns hábitos em sua vida nos últimos anos. Faz regularmente musculação, opta por alimentação leve e saudável à noite e vê pouca TV no quarto, antes de dormir. Com isso, seu sono melhorou e a disposição para enfrentar o dia-a-dia corrido no trabalho cresceu bastante. “Já tive sono ruim e o impacto negativo disso no dia seguinte é muito forte. Tenho tentado melhorar meu sono a cada dia. A ginástica e a regularidade no horário de ir para cama ajudam”, diz o gerente.

Contra noites mal dormidas, vale seguir o exemplo de Cook e tomar uma atitude. A primeira atitude a tomar, e a mais difícil, alertam especialistas em sono, é aceitar e reconhecer que você não dorme bem. Não adianta apresentar as tradicionais justificativas de ordem profissional, econômica e pessoal. É preciso assumir que o sono não está bom e enfrentar essa questão. Noites mal dormidas, ao longo do tempo, alteram até resultados de exames laboratoriais.

O mundo corporativo assimilou já há algum tempo a importância da realização periódica de check-ups e de técnicas de convivência e controle do estresse, mas ainda se mostra tímido para discutir o tema sono, embora noites de insônia ou sono interrompido sejam realidade para executivos, pressionados por cobrança de resultados e pelo clima de competitividade. São raras as empresas que discutem esse assunto em seus departamentos de recursos humanos.

“Existe uma pressão muito forte no dia-a-dia do trabalho desse perfil de profissional. Geralmente, as responsabilidades exigidas são imensas. Há pessoas que conseguem administrar essa situação melhor que outras, mas muitas não conseguem e têm que lidar com um sono nada reparador. Os sintomas? Mais cansaço que o normal, irritação excessiva, necessidade de trabalhar mais para apresentar igual desempenho. Quando isso acontece, deve-se procurar o médico do trabalho por estar dormindo mal. No longo prazo, as conseqüências serão graves”, sentencia a neurologista e especialista em sono Dalva Poyares, também professora da Unifesp nesta disciplina.

Segundo ela, muitos de seus pacientes relatam que não é raro acordarem no meio da noite com a solução de um problema do trabalho. “Não dá para levar o trabalho para a cama. É fundamental criar formas que proporcionem um desligamento para se obter um sono reparador”, diz. Na sua avaliação, as pessoas precisam aprender a se desligar em alguns momentos do dia, nos finais de semana, a ter lazer com a família e amigos e, antes de tudo, se permitirem dormir. O esporte também pode ajudar bastante, mas é preciso atenção para não transferir a competição do dia-a-dia para a prática esportiva.

Para Sérgio Barros, outro pneumologista especializado em sono e membro da Sociedade Brasileira do Sono, o impacto da insônia na vida de um executivo é enorme e o ideal mesmo seria trabalhar na prevenção desse mal. “Existe na sociedade uma desinformação muito grande com relação ao conhecimento do tema. As pessoas transferem a responsabilidade de uma noite mal dormida para outras questões, deixando de tratar do sono”.

Barros é um dos poucos profissionais a ter um trabalho de qualidade do sono voltado para a área corporativa com foco na conscientização das pessoas a darem a devida importância para uma noite bem dormida. “O sono ruim gera estresse, ansiedade e implicações gerais que podem levar a um quadro de problemas cardiovasculares”, afirma. Em 2003, o especialista foi procurado pela Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) para desenvolver um programa de sono para a empresa. Um dos gerentes da companhia estava preocupado com a fadiga e sonolência das equipes de operação que trabalhavam em turnos e consultou a empresa para buscar ajuda no mercado. Um ano depois, a MBR inaugurava o que se transformaria em programa modelo para o setor de mineração na área de qualidade do sono. Ele inclui até um laboratório do sono que realiza o exame de polissonagrafia numa das minas da companhia.

“Inicialmente focamos o programa para os operadores de turno, mas atualmente ele é estendido praticamente a toda empresa”, afirma a médica do Trabalho da MBR Ana América Ferreira Eduzige, também coordenadora desse projeto. O primeiro passo foi a conscientização de toda a empresa sobre a importância do sono e um diagnóstico geral. Funcionários e familiares foram envolvidos nesse processo. Hoje, qualquer funcionário da MBR pode solicitar a realização de um exame de polissonografia e contar com tratamento feito pela própria empresa, caso se constate que ele precisa de ajuda.

“Decidimos agir de forma preventiva e dar ao nosso funcionário qualidade de trabalho, agindo pró-ativamente”, afirma a médica. Os resultados logo apareceram. No início do programa, a MBR contabilizava 670 horas ao ano de equipamento parado por sonolência. Em julho de 2005, o montante de horas paradas foi zerado. Hoje, na MBR basta um aviso do funcionário que trabalha como operador de turno que está com sono, para seu superior, sem qualquer problema, autorizar a pausa no trabalho. “Criamos a cultura da qualidade do sono e hoje o funcionário sabe identificar quando tem um problema. Esse trabalho de prevenção é fundamental”, acredita Barros.

Conscientização foi importante também para o executivo Marcos Scaldelai, gerente de marketing da General Mills. Depois de ler o livro “A Semente da Vitória”, do preparador físico Nuno Cobra, Scaldelai decidiu encerrar de vez a história de noites de sono ruim. “Eu me sentia incomodado e resolvi buscar mudanças três anos atrás. Passei a controlar minha alimentação, deixar de dormir com a TV ligada, tentar desligar dos problemas do dia-a-dia e praticar esportes. Hoje durmo muito melhor. Claro que no começo foi difícil, principalmente porque sempre gostei muito de dormir com a TV ligada, mas os resultados hoje compensam”, afirma o executivo.

Marcela Milano foi outra que decidiu arregaçar as mangas para tentar solucionar, logo de início, as noites em que o sono insistia em não chegar depois que começou a cursar uma pós-graduação neste início de ano. “Sempre dormi bem, mas desde que voltei a estudar, meu sono mudou. Eu ficava mais cansada e não desligava”, lembra a gerente de marketing da Matec. A executiva não teve dúvidas. Convidou o marido e matriculou os dois num curso de dança de salão todas as quintas-feiras. “Gosto de correr e de fazer musculação, mas descobri que este tipo de dança me relaxa a semana inteira. Meu sono melhorou muito e sinto-me mais relaxada durante o dia”, afirma ela.

Esse, aliás, é outro ponto reforçado pela dra. Poyares. “Cada pessoa tem um ritmo biológico diferente. A média de sono é entre 6 a 9 horas diárias. Para saber se a quantidade de sono é boa, basta prestar atenção se você acorda bem, rende o dia todo e produz de forma adequada. Claro que existem outras variáveis, mas vale prestar atenção a esses detalhes”, ensina a médica.

Quanto mais alto o cargo, mais problema de sono o executivo pode ter. De acordo com a neurologista, executivos que ocupam cargos mais altos são acometidos por um problema batizado de burn out. O profissional assume um cargo de muita responsabilidade com grande ânimo e motivação. Ao longo do tempo, porém, o organismo começa a reclamar. Sente-se cansado, não consegue desligar e para ajudar adia as férias e sempre agenda almoço de negócios. O sono reparador torna-se raro. “Falta agregar à agenda aquele momento de desligamento”, afirma a dra. Poyares. Não há outra solução a não ser reconhecer que o sono está ruim e deixar de lado o tabu de que só existem outros problemas mais importantes. Sono ruim traz uma série de consequências problemas. O travesseiro é o melhor termômetro.

Autor: Margareth Boarini / Valor Econômico

Características do Comportamento do Empreendedor

- Busca de oportunidade e iniciativa: sempre identificando novas oportunidades e fazer sem ser solicitado ou pelas circunstâncias. Por exemplo, abrir novos pontos de vendas.

- Persistência: não desistir diante de obstáculos, mudando de estratégia, assumindo responsabilidade pessoal com grande empenho. Por exemplo, falta de fornecedores para a abertura de novos pontos de vendas. Não espera sentado; vai atrás deles.

- Comprometimento: fazer esforço extraordinário e até sacrifício pessoal, ajudando outros à conclusão das tarefas. Usar, muitas vezes, o tempo de lazer para a nova atividade.

- Exigência de qualidade e eficiência: sempre encontra formas de fazer melhor, mais rápido e com custo menor, procurando sempre superar os padrões definidos ou pré-estabelecidos. É como o processo KAIZEN (Japão): fazer o melhor possível com os recursos disponíveis.

- Aceitar correr riscos calculados: avaliar as alternativas, calculando os possíveis riscos; quando é possível interferir nos resultados, coloca-se em situações que implicam desafios ou riscos moderados. Mas somente correm riscos se tiverem condições de obter resultados.

- Estabelecimento de metas: tem sempre metas desafiantes e com significado pessoal. Identificam seus planos com detalhes e a realização dos mesmos dá-lhes o sentimento de realização. São metas realistas e alcançáveis, mesmo com elevado grau de esforço e nunca imediatistas.

- Busca de informações: não sabendo, procuram pessoalmente as informações necessárias ao novo empreendimento, consultando pessoas que sabem mais do que eles.

- Planejamento e monitoramento sistemático: toda atividade a ser feita, além de bem planejada, é dividida em partes, mas sempre com prazos definidos à realização das mesmas, acompanhando sempre todas as etapas, revisando o planejamento e tendo registro financeiro, com os quais tomam as decisões durante e após cada etapa.

- Manutenção da rede de contatos e capacidade de persuasão: sempre encontram formas de fazer novos relacionamentos, novas amizades. Quando necessário, se utilizam das mesmas, solicitando auxílio. Para conseguir este auxílio desenvolvem capacidade de negociação e persuasão.

- Independência e autoconfiança: pessoas firmes em suas decisões, mesmo diante de oposições ou de resultados negativos iniciais. São autônomos em relação a normas e procedimentos, mas não são teimosos, mudando de opinião caso sejam convencidos. Em muitas empresas podemos encontrar intra-empreendedores e estes, sendo sufocados pela direção, que além de determinar ações que podem não levar ao sucesso ou ter um sucesso razoável, partem para outras empresas ou criam seus próprios negócios.

Em marketing, utilizamos a matriz FOFA (fortalezas e oportunidades; fraquezas e ameaças) para um planejamento estratégico. Um empreendedor vê à sua frente primeiramente o ambiente externo: oportunidades e as ameaças que terá para fazer um novo empreendimento. Exemplo de oportunidades pode ser dado como no sucesso de uma loja, alavanca a abertura de filiais. Já em ameaças, as filiais já estabelecidas pela concorrência. O ambiente interno tem as fortalezas e neste caso, pelo elevado conhecimento que o empreendedor tem sobre o assunto em questão e, como fraquezas, a falta de pessoas competentes para a implantação destas filiais.

Na vida pessoal também encontramos empreendedores, os quais detêm o mesmo perfil acima. Casar, ter filhos e manter uma família, sem um planejamento e mudanças radicais das estratégias durante o desenrolar da vida não é mais possível e sucumbem as pessoas aos primeiros obstáculos, terminando com a família ou criando diversas dificuldades ao prosseguimento da mesma. Exemplo disso é ter muitos filhos e não planejar uma poupança para a educação superior, entre outros projetos como saúde, etc.

Fonte :Oscar Schild, vendedor, gerente de vendas e escritor.

Ásia sofre com a falta de mão-de-obra

Parece estranho. Na região mais populosa do mundo, o maior problema com que se defrontam os empregadores é a escassez de gente para trabalhar. Na Ásia vive mais de metade dos habitantes no planeta e o continente abriga muitas das economias em mais rápido crescimento no mundo. Mas algumas empresas estão sendo obrigadas a reconsiderar a velocidade com que serão capazes de crescer, porque não encontram gente com a capacitação de que necessitam.

Em recente pesquisa, 600 CEOs de multinacionais com empresas operando em toda a Ásia disseram que a escassez de mão-de-obra especializada é sua maior preocupação na China e no Sudeste Asiático. Essa é sua segunda maior dor de cabeça no Japão (depois de diferenças culturais) e quarta maior dificuldade na Índia (depois de os problemas de infra-estrutura, burocracia e da inflação salarial). O mesmo cenário se apresenta para praticamente todos os setores da economia.

Para quem conhece a Ásia há tempo, é fácil compreender as razões das preocupações. O rápido crescimento econômico da região capturou o contingente de talento disponível, diriam os conhecedores. Mas há também deficiências de formação educacional. O recente crescimento em muitas regiões da Ásia tem sido tão grande que modificou rapidamente o tipo de competências de que necessitam as empresas. As escolas e universidades não têm conseguido acompanhar as transformações.

Isso é particularmente verdadeiro no caso de profissões técnicas. As companhias aéreas são um exemplo. Com a crescente desregulamentação, muitas novas aerolinhas estão sendo constituídas, e as companhias estão oferecendo mais serviços para atender a demanda. Mas há uma terrível escassez de pilotos. Segundo a Alteon Training, a subsidiária comercial da Boeing dedicada ao treinamento de pilotos, a Índia tem hoje menos de 3 mil pilotos, mas necessitará mais de 12 mil em torno de 2025. A China precisará de, em média, 2,2 mil novos pilotos por ano, o que dará mais de 40 mil pilotos em torno de 2025. Assim, enquanto as grandes companhias aéreas internacionais conseguem treinar apenas algumas centenas de pilotos por ano, as companhias aéreas asiáticas começaram a “pilhá-las”, atraindo pilotos umas das outras. A Philippine Airlines, por exemplo, perdeu 75 pilotos para empresas aéreas estrangeiras nos últimos três anos. A China tenta atrair pilotos do Brasil, entre outros países.

Problemas similares estão infernizando o meio advocatício, que está sentindo uma grave escassez de advogados e juízes. Isso pode provocar um grande acúmulo de casos atrasados e outras complicações no que são, por vezes, sistemas legais rudimentares. Isso pode prejudicar o mundo dos negócios, por exemplo, no que diz respeito à propriedade intelectual ou a soluções para disputas contratuais. Segundo a All-China Lawyers Association, o país tem apenas 122 mil advogados. A Califórnia tem 70 mil advogados a mais do que a China inteira, embora sua população seja de apenas 37 milhões (contra 1,3 bilhão na China). O Brasil tem cerca de 450 mil advogados no total. Muitos empresários poderiam argumentar que há um número excessivo de advogados na Califórnia, mas há regiões da China sem nenhum advogado.

Um relatório apresentado em março ao Congresso do Partido Comunista Chinês pela Sociedade Jiu San, que congrega intelectuais chineses progressistas, enfatizou a carência de médicos. Há apenas 4 mil clínicos gerais na China. Mas, para que o governo concretize sua ambição de criar hospitais comunitários para os 500 milhões de residentes urbanos no país, a China necessitará 160 mil médicos para fazer esses hospitais funcionarem. Há, também, um enorme déficit de pessoal de enfermagem.

A escassez de contadores já está produzindo um impacto regional. Para lançar ações em Hong Kong ou Xangai, muitas companhias chinesas estão atarefadas na preparação de balanços e estatutos sociais internacionalmente reconhecidos. Como os contadores formados na era comunista não dominam conceitos capitalistas, como lucros ou ativos, outros contadores estão sendo atraídos para a China Continental, provenientes de Hong Kong e do restante da região. Um administrador de uma das grandes firmas de auditoria chegou recentemente a Hong Kong após um longo período na Rússia, deu uma olhadela nos ambiciosos planos de crescimento de sua firma e perguntou: “Como faremos tudo isso sem pessoal suficiente?”

Capacitação técnica, especialmente em tecnologia da informação (TI), é inexistente em muitas partes, até mesmo na Índia. Uma das principais preocupações é de que não existam suficientes diplomados com capacitação suficiente para preencher todas as vagas que vêm sendo criadas em um setor vibrante. A Nasscom, que representa as empresas de software da Índia, estimou que poderá ocorrer uma escassez de 500 mil profissionais de TI em torno de 2010. Isso implica que as companhias que recrutam pessoal em feiras de empregos na Índia estão tendo de fazer propostas elevadas para capturar os estudantes mais promissores. Até mesmo um engenheiro de software júnior tem a perspectiva de faturar US$ 45 mil por ano.

Há também severa escassez de bons administradores. Um estudo do McKinsey Global Institute prevê que 75 mil líderes empresariais serão necessários na China nos próximos dez anos. O número atual é estimado em apenas 3 mil a 5 mil. E essa avaliação poderá revelar-se otimista. O estudo, que cobriu um amplo espectro de empresas e consultou mais de 80 gerentes de recursos humanos, descobriu que, “em média, menos de apenas 10% dos candidatos chineses a empregos seriam adequados para trabalhar numa companhia estrangeira”. No setor de engenharia, graduados são criticados por ter muita teoria e pouca prática. O estudo concluiu que o contingente de talento em engenharia disponível na China não é maior do que o existente no Reino Unido, que hoje tem uma economia fundada predominantemente em serviços.

E a China tem sido alvo de uma evasão de cérebros. Nos últimos anos, os chineses começaram a ter condições de viajar mais livremente ao exterior para estudar e aperfeiçoar-se. Porém muitos não retornam. Recente relatório da Academia Chinesa de Ciências Sociais (ACCS) descobriu que entre 1978 e 2006, pouco mais de 1 milhão de chineses foi estudar no exterior e cerca de 70% deles não retornaram. Os mais brilhantes são freqüentemente tentados a permanecer no exterior, pois a competição por empregos é mundial.

A escassez de capacitação manifesta-se de duas formas: maior rotatividade de pessoal e crescentes custos com salários. Os níveis de remuneração de pessoal de primeiro escalão em muitas regiões da Ásia já superam os de funções equivalentes em grande parte da Europa. A remuneração atual de um diretor de recursos humanos trabalhando numa multinacional de porte médio a grande em Xangai está atualmente em US$ 250 mil por ano, e isso é para “alguém que provavelmente nunca sequer viveu fora da China”, diz Vanessa Moriel, sócio-gerente da Human Capital Partners, uma consultoria em Xangai. O CEO de uma empresa internacional na Índia tem a perspectiva de receber de US$ 400 mil a US$ 500 mil, havendo muitos que ganham bem acima dos US$ 750 mil, segundo a consultoria Korn/Ferry. Para um diretor financeiro, a remuneração média é hoje de US$ 194 mil na China, US$ 159 mil na Tailândia, US$ 157 mil na Malásia e US$ 73 mil na Índia. Os salários de pessoal em níveis mais baixos também estão crescendo rapidamente, tendo subido no ano passado 14% na Indonésia, 11% na Índia e 8% na China - acima da inflação em cada um dos países.

Elevada rotatividade de pessoal contribui para altas nos custos salariais, e as taxas de rotatividade podem passar de 30% ao ano em alguns lugares na Ásia. A Fiducia, consultoria de Hong Kong, calcula que os custos adicionais de contratação e treinamento para operar na Ásia acrescentam 15% aos custos básicos para empregar alguém. No escalão gerencial médio, o período típico de permanência de um empregado em Xangai é de apenas 1,8 ano. Alguns candidatos são apelidados de saltadores devido a sua tendência a mudar de emprego a cada dois anos.

Os problemas devidos à alta rotatividade de pessoal são ainda mais graves quando se considera que muitas empresas estão também tentando expandir. No ano passado, a Flextronics, grande fabricante de eletrônicos, quis ampliar seu quadro de pessoal em Xenzhen de 27 mil para 43 mil funcionários. Mas, para conseguir um aumento líquido de 16 mil pessoas, teve de contratar mais de 20 mil, porque no mesmo período 4 mil de seus funcionários saíram.

Além da excessiva inflação salarial, há também “inflação de cargos” e “inflação de responsabilidades”. Gerentes locais relativamente inexperientes muitas vezes recebem títulos cada vez mais pomposos, para embaraço de seus colegas europeus e americanos, por verem-se eventualmente lado a lado com colegas menos capacitados em cargos de “vice-presidente executivo sênior” ou “chairman regional”. Mas essas “honrarias” são concedidas por uma razão: muitos empregadores na Ásia descobriram que atribuir novos títulos a funcionários a cada, digamos, 18 meses, pode ser uma boa maneira de mantê-los em seus quadros.

Atribuir maior responsabilidade a uma equipe de funcionários é mais problemático. Apesar disso, muitos gerentes inexperientes, na China, estão recebendo poderosas funções regionais ou têm sido promovidos a posições para as quais não dispõem de suficiente conhecimento ou capacitação. Apesar de não parecerem preparados para o cargo, com freqüência, essa é considerada a única maneira de mantê-los na folha de pagamento.

E, como se tudo isso não fosse suficientemente ruim, a escassez de talentos deverá se agravar. O afluxo previsto de investimentos, aliado ao crescimento de companhias locais e às crescente expectativas de investidores estrangeiros implicam mais pressão para encontrar e conservar pessoal.

A demografia também desempenhará um grande papel, especialmente à medida que a população economicamente ativa, tanto na China como no Japão, encolherem ao longo das próximas duas décadas. Isso significa, por exemplo, que a missão já difícil de encontrar engenheiros de software criativos irá tornar-se cada vez mais difícil na Ásia Setentrional, o que, por sua vez, intensificará a demanda por mão-de-obra na Índia e em outros mercados onde não há problemas demográficos.

Mas isso apenas aponta para uma dificuldade ainda maior, que poderá levar uma geração para ser corrigida: o setor educacional. Em grande parte do Sudeste Asiático, a maioria das pessoas permanece na escola somente até a idade de 12 anos. Mais de metade das mulheres na Índia são analfabetas. Quase dois terços das crianças nas escolas primárias públicas indianas não conseguem ler uma história simples. Metade não é capaz de resolver problemas numéricos básicos.

As dificuldades educacionais chinesas são diferentes - e freqüentemente relacionadas à história do país. As universidades foram fechadas durante a Revolução Cultural e pouca gente com boa formação educacional entrou para a força-de-trabalho por mais de uma década. Isso resultou em uma geração perdida de profissionais entre as idades de 50 e 60 anos, exatamente o grupo etário de onde deveriam hoje estar saindo muitos dos líderes empresariais.

Quem era crianças (e normalmente sem irmãos, devido à política chinesa de filho único), depois da Revolução Cultural tem outras coisas com que se preocupar. Seus pais, com freqüência, foram enviados para reeducação no campo e muitos foram criados longe de casa por estranhos. Talvez em reação a essa condição penosa, seus filhos foram criados com relativa indulgência. O que é denominada “síndrome do pequeno imperador” é uma vulnerabilidade peculiar aos meninos. Muitos chineses mais velhos acreditam que falta a essa geração mais jovem, paparicada por avós e pais, uma ética de trabalho. Hoje, tornou-se até mesmo depreciativo comentar que alguém nasceu na década de 80.

As garotas nascidas depois da Revolução Cultural têm probabilidade muito menor de terem sido mimadas, e por isso alguns empregadores as vêm como bons alvos de contratação. Mas até mesmo a contratação de mulheres está ficando mais difícil. Em Zhuhai, uma indústria estrangeira que contrata pessoal de toda a China diz que também prefere recrutar mulheres. Os gerentes acreditam que as mulheres são, geralmente, mais trabalhadoras e tendem a permanecer mais tempo num mesmo emprego. Mas escolas e universidades perceberam isso e agora fixaram quotas para o número de mulheres que as empresas podem contratar. A companhia diz que, para cada grupo de mulheres que seleciona, agora precisa contratar também determinado número de homens.

Diante de tantos problemas, o que podem fazer os empregadores? A montagem de um corpo de funcionários capacitados tem a ver tanto com a política geral de uma companhia como com suas táticas, diz Michael Bekins, diretor-gerente da Korn/Ferry em Hong Kong. A abordagem estratégica decorre da percepção de que conservar é mais importante do que recrutar, diz.

Bekins considera que todos os administradores na Ásia deveriam ser explicitamente avaliados por sua capacidade de manter uma equipe coesa. Algumas maneiras de fazer isso são mais óbvias do que outras. Pagar salários mais altos a funcionários, diz a maioria dos administradores e especialistas em recrutamento de pessoal, certamente não é o suficiente. A remuneração deve ser vista apenas como parte de um pacote. Retardar um pagamento de bônus em troca de, digamos, um prêmio acumulado ao fim de três anos, pode funcionar bem, mas eleva custos. Oferecer planejamento de carreira, treinamento, roteiros de desenvolvimento pessoal, “mentoring” e os demais itens do “pacote de agrados” a que recorrem os modernos departamentos de RH parecem ser bem apreciados. Mas a administração das expectativas é crítica. Uma companhia no Sudeste Asiático pratica uma política de “boas-vindas aos filhos pródigos”, facilitando o retorno de funcionários ao seio da empresa. As grandes firmas de contabilidade têm programas para manter-se em contato com que deixam a empresa.

Alguns empregadores argumentam ser preciso enfocar a família, e não apenas o funcionário. Oferecer apoio à educação de filhos e ajudar famílias a se reestabelecerem em um novo ambiente. Para expatriados, isso é crucial. Segundo um consultor, 85% deles não permanecem na China porque suas famílias não gostam de viver lá. A vida pode ser particularmente difícil em cidades menores, onde há poucos outros estrangeiros, escolas internacionais ou restaurantes decentes e pouca coisa para fazer nos momentos de lazer. Muitos cônjuges queixam-se de sentir-se prisioneiros em suas comunidades cercadas, enquanto suas caras-metades trabalham freneticamente.

Existem também maneiras menos evidentes de manter o quadro de executivos. Uma marca de prestígio pode ser valiosa em mais de um aspecto; os asiáticos parecem seduzidos pela idéia de trabalhar para companhias conhecidas. Ter uma sala bem decorada pode ser de grande ajuda. Também apreciada é a gratuidade na admissão a clubes seletos. Até mesmo a distribuição dos celulares mais charmosos pode fazer maravilhas. E, se uma empresa tem uma cantina, é bom que tenha um bom “chef” em seu comando.

Uma das opções mais criativas para os empregadores é oferecer horas de trabalho flexíveis e períodos sabáticos. Embora incomuns na Ásia, podem ser úteis para funcionários que têm crianças pequenas ou pais idosos para cuidar. Mas, aí, mora algum perigo. É comum, especialmente na China, que funcionários comandem suas próprias firmas em paralelo. Dar a eles mais tempo para desenvolver seus próprios negócios pode não atender a seus melhores interesses. E pode também ser contraproducente em algumas regiões da Ásia onde os funcionários querem um emprego para ganhar dinheiro tão rápido quanto puderem.

A contratação de asiáticos com formação no exterior para trazê-los de volta à China nem sempre dá certo. Com freqüência, eles esperam altíssimos salários. Alguns exigem “pacotes especiais para expatriados” que incluam viagens pagas de volta aos EUA ou à Europa. Os expatriados podem também ter-se desatualizado, devido a mudanças ocorridas em seus países de origem. Mas, a maior dificuldade é o freqüente ressentimento de colegas. Isso é particularmente verdadeiro na China, onde um dos rótulos mais educados para os que retornam é “hai gui” (tartaruga marinha). Uma atitude semelhante por vezes também se manifesta na Índia. Segundo as empresas, as “tartarugas” tendem a se dar melhor no setor financeiro ou em companhias de capital fechado.

Diante de tal descompasso entre oferta e demanda nos mercados de trabalho asiáticos, as companhias precisarão aperfeiçoar suas práticas de contratação e manutenção de bons profissionais. Mas, como algumas empresas sempre serão mais hábeis do que outras, os profissionais continuarão pulando de galho em galho ou sendo “roubados” por concorrentes até que o sistema educacional e cursos de treinamento eliminem o déficit de pessoal. As conseqüências dessa conjuntura são graves. “Isso limitará o crescimento. Necessariamente”, diz Bekins, da Korn/Ferry. Tudo isso implica que, sem políticas talentosas de recrutamento, algumas companhias poderão ter de reduzir seus ousados planos de crescimento na Ásia.

Tradução de Sergio Blum.

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