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Archive for November, 2007

É Fácil ser um Grande Líder?

“Os grandes líderes são como os melhores maestros - eles vão além das notas para alcançar a mágica dos músicos.” (Blaine Lee)

Ser um líder não é nada fácil. Para realizar um ótimo trabalho de liderança nas organizações do séc.XXI, o líder deve atender às reais expectativas da organização e fazer com que a organização atenda às reais expectativas dos colaboradores, tendo como conseqüência, a obtenção da eficiência e da eficácia nas ações, assim, todos saem ganhando. O líder contribui não só com o desenvolvimento organizacional, mas também, com o desenvolvimento pessoal.

A figura de um líder dentro de qualquer organização é importantíssima, uma vez que é através de seu trabalho, que a organização irá deslanchar no mercado, mercado este, globalizado e altamente competitivo.
É de responsabilidade de um grande líder, além de saber selecionar, saber recrutar, saber colocar o colaborador certo no departamento certo, saber verificar se conhecimento e perfil estão condizentes com atribuição e cargo. É de suma importância também, saber capacitar, saber manter e saber reter o colaborador dentro da organização. É sabedor que, cada ser humano é único, cheio de anseios, desejos, competências e talentos, portanto, todos têm muito a contribuir com a organização, basta serem inseridos nos devidos lugares.
Um grande líder, além de se preocupar com o desenvolvimento dos valores, missão e visão da organização, não esquece o foco jamais, pois, sabe que se perder o foco, haverá dispersão e como conseqüência perda de tempo e tempo em se tratando de mercado, é dinheiro. Seu trabalho é centrado encima do que se quer alcançar.
Tem plena consciência, que realiza através das pessoas, portanto, investe demasiadamente no pessoal envolvido, pois, sabe que as pessoas, constituem o maior patrimônio de uma organização, sabe também, que é através das pessoas, que a organização poderá ascender e não só sobreviver, mas se perpetuar no mercado. Torna-se então, um desafio constante para um líder, incentivar o colaborador, para que este trabalhe sempre motivado, vestindo de fato a meia, a cueca, o boné, a calça, a camisa e o sapato da organização, ou seja, que este realmente se doa, se entregue ao trabalho de corpo e alma. A partir do momento que existe esta entrega, esta doação, verifica-se que existe satisfação, harmonia, interação, integração e como conseqüência maior produtividade.
Através de todo trabalho, sempre realizado em equipe, o líder planeja, organiza suas ações, dirigindo, controlando e acompanhando todos os departamentos, realizando um monitoramento sistêmico freqüente, avaliando e confrontando as atividades planejadas com as atividades de fato executadas, enxergando os gargalos e atuando imediatamente em prol da melhoria contínua.
Um grande líder, para meros funcionários, melhor assim denominá-los, é odiado. Odiado porque, um grande líder irá exigir trabalho, comprometimento e envolvimento, e estes funcionários não são de fato colaboradores, não querem contribuir, mas também não querem sair da organização, pois, necessitam da remuneração no final de cada mês para sobreviverem. Se estes funcionários não querem contribuir para com a organização, não tem porque a organização contribuir para com os mesmos, restando então, a demissão, pois, pessoas deste tipo constituem um entrave na organização. Caso o líder atue com o coração e não com a razão, neste caso, não realizando tais demissões, quem será demitido em um futuro bem próximo será ele, o próprio. Toda e qualquer organização, jamais deve permanecer com pessoas em seu quadro de pessoal, que não queiram contribuir para com a mesma, pois, as pessoas são remuneradas para o exercício da função e o mercado exige hoje, excelência em tudo que se faça. Se o empregador remunera, pode realizar a escolha dos que irão permanecer ou não, dentro da organização.
Um grande líder, para os colaboradores, é como se fosse um pilar dentro da organização, portanto, é venerado, visado e espelhado por todos. O colaborador tem sede de contribuição, quer colaborar com a organização, quer se espelhar no líder e se tornar grande, portanto, se compromete e envolve com tudo que se faz, restando ao líder realizar um ótimo trabalho para mantê-los e retê-los consigo.
Um grande líder, além de saber ouvir as pessoas, sabe de fato o que é exercer a função com ética, cidadania, parceria e empatia. Sabe-se relacionar muito bem com todos da organização. Preocupa-se muito com suas habilidades técnicas e gerenciais, buscando sempre o conhecimento, para melhor atuar. Preocupa-se também, com suas atitudes e com o seu comportamento, porque têm consciência que são muitos os seus seguidores.
A figura de um líder é de suma importância dentro de uma organização, pois, é a partir do exercício de sua função, que a organização poderá submergir ou emergir no mercado, o que torna seu papel crucial, porém não pesaroso, devido ao fato de amar o que faz, portanto, temos que tirar o chapéu para o líder , quando de fato , faz jus ao titulo de “grande” líder.

Marizete Furbino, com formação em Pedagogia e Administração pela UNILESTE-MG, especialização em Empreendedorismo, Marketing e Finanças pela UNILESTE-MG. É Administradora, Consultora e Professora Universitária na UNIPAC - Vale do Aço.
Contatos através do e-mail: marizetefurbino@yahoo.com.br.
Reprodução autorizada desde que mantida a integridade do texto, mencionando a autora e comunicada sua utilização através do e-mail marizetefurbino@yahoo.com.br.

Tombos

Levar tombos não é nada. O problema é não ter forças para levantar-se depois. (J. R. Gretz)

Visão

“Visão é a capacidade de enxergar além do que os olhos são capazes”

Myles Munroe

O mercado de trabalho para as pessoas acima de 50 anos

A força de trabalho das pessoas com 50 anos ou mais pode estar comprometida na maioria dos países no mundo. Esta constatação foi feita por meio de uma pesquisa que a consultoria de recursos humanos Manpower realizou em 25 países com mais de 28 mil empregadores. Apesar da ameaça iminente de uma escassez generalizada de talentos, nosso estudo constatou que poucos empregadores recrutam ou retêm os trabalhadores com idade mais avançada.
Os resultados revelaram que somente 14% dos empregadores de todo o mundo implementam estratégias para contratar estes trabalhadores e apenas 21% colocam em prática os métodos para manter estas pessoas na força de trabalho da instituição.
A realidade nos mostra que muitos empregadores ainda não perceberam a necessidade de se levantar o percentual de sua força de trabalho que se aposentará nos próximos cinco ou dez anos. Esta ação é importante para medir o potencial intelectual e de produtividade que será perdido quando estas pessoas deixarem a empresa.
Uma exceção são os empregadores do Japão onde 83% deles se utilizam das estratégias para reter os trabalhadores com idade avançada. Isto se deve pela questão cultural em que os japoneses valorizam os idosos e por existir um respeito muito grande pela sabedoria e experiência deles, além da legislação e programas de incentivo governamentais voltados para trabalhadores acima dos 50 anos.
No sentido contrário, Itália e Espanha são os países em que as empresas menos se preocupam em manter as pessoas com mais de 50 anos, com apenas 6%.
No Brasil, há aproximadamente 25 milhões de pessoas trabalhando com carteira assinada (CLT), dos quais quase 25% possuem mais de 50 anos, segundo o IBGE. O Instituto divulgou ainda que a população brasileira acima dos 50 anos já ultrapassa os 30 milhões de pessoas, equivalente a 19% da população total.
Outro dado relevante que constatamos com a pesquisa é que em 19 dos 25 países onde os empregadores foram entrevistados, as estratégias de retenção eram mais comuns que as de recrutamento.
A saída para que haja mais espaço para os trabalhadores com idade acima dos 50 anos seria que as empresas desenvolvessem um programa especial para os executivos que estão perto de se aposentar, com horários mais flexíveis e novas funções, prestando consultoria e treinando os mais jovens, por exemplo. Mesmo que passe a ganhar um pouco menos, a pessoa estará altamente motivada para o trabalho, isso porque perceberá que está sendo aproveitada e disseminando seus conhecimentos.
A maioria dos empregadores, entretanto, ainda tende a considerar a aposentadoria como uma oportunidade de reduzir custos. Isso demonstra pouca visão e põe até mesmo a empresa em risco.
É necessário também que as companhias desenvolvam, antes que seus executivos saiam do mercado, planos de transição e de transferência de conhecimentos. Isso facilitará as mudanças e garantirá a retenção de todo o capital intelectual possível na empresa.
A existência de legislações e programas de Governo que fomentem a participação dos trabalhadores maiores de 50 anos na força de trabalho também podem ser importantes para alteramos este quadro negativo.
A não retenção e recrutamento de pessoas com idade mais avançada podem ocasionar impactos consideráveis nas empresas de todo o mundo.
Augusto Costa é diretor-geral da Manpower no Brasil - empresa de recursos humanos com atuação em 72 países

AEMP - Academia de Empreendedores

Pensamentos

A vida verdadeiramente humana, não está baseada em alguns poucos momentos, mas em muitos pequenos momentos.

            Harold Kushner

Parece-me que o premio mais alto possível para qualquer trabalho humano não é o que se recebe por ele, mas o que se torna através dele.
Brock Bell

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