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Archive for July, 2008

A diferença entre o e-mail marketing e o spam

Seria simplista colocar no mesmo plano o spam e o e-mail marketing honesto, só porque o mundo está cheio de propaganda invasiva e irresponsável no inbox, na TV e nas ruas. E tente se descadastrar de um telemarketing… 

A prática de envio de e-mail marketing é muitas vezes confundida com o envio indiscriminado de propaganda invasiva e até ilegal. Vamos discutir aqui o assunto, questões filosóficas, existencialistas ou fanáticas à parte.  

O e-mail marketing, antes de tudo, é uma forma de entregar informação. Ser a favor ou contra o e-mail marketing em si é como ser a favor ou contra o jornal, o rádio, a televisão, o cinema, o outdoor, o folder ou a própria internet. 

Portanto, não é o caso de reprovar qualquer e-mail marketing, mas sim discutir razões técnicas para usar ou não este recurso de vendas e relacionamento. E quando usar, fazê-lo com responsabilidade e inteligência. Uma faca pode ser usada para passar manteiga no pão ou ferir o próximo por qualquer razão torpe ou fútil. 

O e-mail marketing não é spam quando e porque o cliente o recebe voluntariamente (opt-in). E quando o cliente desejar não mais receber, pode facilmente usar a ferramenta de descadastro (opt-out), prática realizada por todas as empresas sérias e com credibilidade.  

Sim, há quem compre mailling de origem duvidosa e lote caixas e mais caixas de correspondência eletrônica com conteúdo indesejado e ainda faz a ferramenta de descadastro ser tão impossível quanto enfiar uma girafa numa caixa de correio. Quem nunca foi vítima desta prática desonesta?  

Contudo isso não é e-mail marketing, é spam. A prática predadora e irresponsável de muitos não nos permite ser simplistas demais e reduzir profissionais qualificados ao mesmo balaio burro e nocivo, porque aí sim o resultado será inexistente ou avesso à intenção inicial.  

Ainda sobre a questão do opt-out, o e-mail marketing está léguas à frente de outras mídias. É muito difícil o cliente conseguir se descadastrar de telemarketing, mala direta ou mesmo evitar abordagens no meio da rua ou centros comerciais para divulgar cursos, perfumes e badulaques diversos. Existem comerciais absurdos na TV paga (e quando o volume aumenta sozinho?) e até mesmo no pay-per-view, entre outras práticas publicitárias realmente invasivas. 

Diretores de arte e criação e designers estão atentos às questões que tornam um e-mail marketing mais eficiente. É uma mídia objetiva e inteligente, limpa e correta, que não derruba árvores, não usa papel e não polui as ruas (para jogar fora basta um delete). O público pediu e recebe informações sobre algo no mínimo semelhante ao que já procurou.  

É também fácil de medir e mostrar resultados em um curto espaço de tempo. 

Há também uma série de questões técnicas a serem consideradas. A principal delas é a relevância. Os profissionais, ao contrário dos amadores e aventureiros, já perceberam que não se trata de pegar um folder ou revista digitalizados e enviar por e-mail. Para obter resultados de verdade sem ser predador é importante tornar o e-mail marketing realmente interessante para as necessidades dos clientes. 

Existe uma ciência. Existe uma forma de dirigir o olhar do usuário e trabalhar suas sensações através de conceitos como semiótica, sintaxe de linguagem visual, arquitetura da informação, usabilidade, design de interface, psicodinâmica das cores e planejamento (conceito, estratégia e periodicidade adequada). Técnicas e cuidados são de importância fundamental para separar a mídia inteligente do mero lixo eletrônico. 

É importante tornar o e-mail marketing um verdadeiro pool de produtos, promoções e serviços que estabeleça, crie e mantenha a relação da loja virtual com o cliente, fidelizando-o simplesmente por colher plena satisfação com o que está sendo oferecido, trazendo para as lojas virtuais mais do que resultado financeiro imediato, mas também valor agregado às marcas. 

Para maior clareza, podemos fazer uma analogia a partir de um exemplo cotidiano e banal sobre a diferença entre enviar ou não enviar spam. 

Quando os automóveis param nos semáforos das grandes cidades, os motoristas são abordados com um sem-número de práticas nem sempre desejadas que visam vendas. Quando a mocinha educada com um folder na mão nos oferece a sua propaganda, temos a oportunidade de aceitá-la ou não, sem constrangimento. Seja por julgar a informação interessante ou por contribuir com o trabalho dela.  

Contudo, vendedores de rua praticam spam quando penduram saquinhos de balas nos nossos retrovisores ou rapazes com água e sabão de quinta dentro de uma garrafa de refrigerante e um rodinho de pia “limpam” nossos vidros dianteiros sem autorização, sem que tenhamos sequer a chance de dizer que não queremos.  

É esta a prática que nós, profissionais do marketing e publicidade online, não devemos realizar. Para o nosso bem e para o bem daqueles para os quais prestamos serviço.  

[Fonte: Webinsider]

Para incentivar consumo consciente, governo cria plano de Educação Financeira

FINALMENTE! É um ótimo começo…
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SÃO PAULO - Foi aprovada neste mês pelo Coremec (Comitê de Regulação e Fiscalização dos Mercados Financeiro, de Capitais, de Seguros, de Previdência e Capitalização) a criação de um grupo de trabalho que terá a finalidade de desenvolver e propor uma Estratégia Nacional de Educação Financeira.

O prazo para desenvolvimento e proposta da estratégia é de 12 meses, a contar de sua instalação. A iniciativa será coordenada pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

Objetivos

Entre os objetivos da Estratégia Nacional de Educação Financeira, estão a promoção e o fomento da cultura de educação financeira no país. Além disso, a proposta pretende ampliar o nível de compreensão do cidadão, para efetuar escolhas conscientes relativas ao consumo e à administração de seus recursos, e contribuir para a eficiência e solidez dos mercados financeiro, de capitais, seguros, previdência e de capitalização.

O grupo de trabalho conta com participantes de diversas entidades, como o Banco Central e a própria CVM, além de apoio de órgãos como o MEC (Ministério da Educação). Cada um dos componentes do grupo está responsável pelo desenvolvimento de estratégias de educação financeira para um setor e público diferente.

Preparando para o futuro

Uma das estratégias em estudo pela CVM para elaboração de proposta de educação financeira é a ação em escolas da rede pública de ensino. Segundo a assessoria de imprensa da CVM, a pauta já tem sido discutida com o MEC, por meio de um grupo de apoio pedagógico.

O objetivo é levar a educação financeira para crianças e adolescentes, dando a elas, desde cedo, a noção da importância de se preocuparem com o futuro, poupando aquilo que ganham.

A CVM garante que não haverá, por exemplo, a criação de novas disciplinas. O ensino deverá ser transversal, e, para isso, estão sendo estudadas estruturas de ensino para que os professores de todas matérias possam abordar tópicos de finanças em suas matérias, ainda que indiretamente.

A partir daí, segundo a CVM, a idéia é que seja desenvolvida uma linha de ensino que possa ser utilizada para diferentes faixas etárias, estendento o programa para todas as escolas.

Inventário de ações

Outra proposta em discussão é a criação de um site, previsto para agosto, contendo um inventário de ações de educação financeira. A CVM pretende que, com a criação dessa página, qualquer pessoa responsável por alguma iniciativa de educação (ONGs, escolas, associações de bairros) possa cadastrar sua idéia no site.

O grupo de trabalho idealiza uma estratégia perene para educação financeira, que não precisa necessariamente reinventar ações, e sim, aproveitar programas já existentes que dão resultados.

Tanto o projeto com o MEC quanto o inventário virtual de ações de educação fazem parte do capítulo de sugestões desenvolvido pela CVM. As idéias elaboradas devem ser entregues até julho de 2009. A implementação de todos os programas está sujeita à análise do Coremec para aprovação.

Fonte: Infomoney

Operadoras fixas perdem espaço no mercado de telecomunicações

Operadoras móveis já representam 49% das receitas do setor

De acordo com o estudo Brazil Telecom Services Database 2008, da IDC, as operadoras fixas seguem perdendo espaço para as operadoras móveis na disputa pelo orçamento dos consumidores. Em 2007, apesar da recuperação da economia brasileira, as receitas das concessionárias de telefonia fixa com o serviço de voz continuaram em queda. Durante o mesmo período, entretanto, o faturamento das operadoras móveis com serviços de voz cresceu mais de 20%.

*A substituição fixo-móvel é uma forte realidade do mercado hoje e ocorre tanto em termos de acessos quanto em tráfego*, explica Alex Zago, analista sênior de telecom. Não bastasse a pressão advinda das operadoras móveis, as concessionárias também concorrem fortemente com os provedores VoIP. Em 2007, o faturamento do segmento de serviços de voz sobre IP no Brasil cresceu cerca de 60%.

Apesar de estar ganhando espaço, o setor de telefonia móvel também enfrenta alguns obstáculos. Em 2007, tanto o tráfego quanto a base de clientes aumentaram mais rápido do que as receitas. “Isso mostra a crescente competição no setor de telefonia móvel brasileiro, uma vez que o ARPU e o preço por minuto encontram-se em queda. Nos próximos anos, a expectativa é que essa tendência siga afetando os balanços das empresas do setor”, adiciona Zago.

No segmento de banda larga, um dos mais promissores do setor de telecomunicações, as operadoras fixas seguem colhendo os frutos. Em 2007, o faturamento total desse mercado cresceu mais de 30%. Apesar das operadoras de telefonia apostarem na expansão da banda larga como meio de compensar a redução no negócio tradicional de telefonia fixa, em 2007, as receitas de banda larga representavam apenas 9% das receitas totais de telefonia fixa do setor. Segundo a consultoria, entretanto, até 2012 esse número deverá subir para 16%.

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