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Qual é o tamanho do seu problema…

Um fazendeiro veio até a cidade e perguntou ao proprietário de um restaurante se ele queria ganhar um milhão de rãs. O proprietário do restaurante ficou assustado e perguntou ao homem onde ele poderia conseguir tantas rãs!

O fazendeiro respondeu:

- Há uma lagoa perto de minha casa que está cheia de rãs, milhões delas. Todas coaxando por toda a noite e estão a ponto de me deixar louco!

Então o proprietário do restaurante e o fazendeiro fizeram um acordo: o fazendeiro entregaria as rãs no restaurante, quinhentas de cada vez pelas semanas seguintes.

Na primeira semana, o fazendeiro retornou ao restaurante parecendo particularmente encabulado, com duas pequenas e mirradas rãs.

O proprietário do restaurante perguntou,

- Onde estão todas as rãs?

O fazendeiro respondeu,

- Eu me enganei. Havia somente estas duas rãs na lagoa. Mas certamente elas faziam muito barulho!

Moral da História:

Os problemas parecem sempre muito maiores no escuro e visto de longe…

ALEGRIA, TRABALHO, DESINIBIÇÃO E FÉ

Adoro pessoas alegres e felizes. Tem pessoas que poderiam e teriam motivos de sobra para chorar mas quando as vemos cheias de alegria ficamos até com vergonha de como nos comportamos. Por que será que sorrimos tão pouco? A alegria tem que estar sempre em nosso corpo, e o nosso poder do sorriso deveria sempre estar sendo transferida para todos que nos cercam.

Adoro pessoas que trabalham. Pessoas que “vestem a camisa” de uma causa e vão em frente como um trator de força. Pessoas que gostam do que fazem, e fazem tudo muito bem feito. Não param enquanto não terminam, e quando terminam procuram uma nova causa para começar. Não se enrolam para começar algo, sempre terminam o que começam. Se for para fazer algo são os primeiros que se apresentam para ajudar.

Adoro pessoas que são desinibidas. Pessoas que gostam de falar em público. Pessoas que gostam de conhecer novas pessoas. Pessoas que gostam de relacionar com outras pessoas. Que não se inibem por que o outro é mais belo, mais rico ou mais famoso.

Adoro pessoas que tem fé. Pessoas que nunca perdem a esperança, estão sempre crendo que irão conseguir. Sempre orando para agradecer. Sempre olhando o futuro com fé. A fé faz as pessoas sobreviverem nas piores condições. Usam toda sua energia até o limite do suportado para conseguir o que desejam, enquanto os que não crêem já desistiram. A ciência tenta explicar que todos os seres humanos têm fé por que na Era Glacial somente os tinham fé sobreviveram, os que não tinham fé sucumbiram. Assim os Genes da Fé existe em todos os seres vivos atuais.

Agora as pessoas que admiro são as que conseguem a proeza de ter as quatro qualidades (Alegria, Trabalho, Desinibição e Fé) ao mesmo tempo. São pessoas dignas de admiração. São pessoas iluminadas. São pessoas divinas. Pena que são muito poucas pessoas que possuem estas quatro qualidades ao mesmo tempo. Caso o número fosse maior com certeza o mundo seria um lugar mais belo para viver.

Eu sei, mas não devia

Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração. A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.


Marina Colasanti nasceu em Asmara, Etiópia, morou 11 anos na Itália e desde então vive no Brasil. Publicou vários livros de contos, crônicas, poemas e histórias infantis. Recebeu o Prêmio Jabuti com Eu sei mas não devia e também por Rota de Colisão. Dentre outros escreveu E por falar em Amor; Contos de Amor Rasgados; Aqui entre nós, Intimidade Pública, Eu Sozinha, Zooilógico, A Morada do Ser, A nova Mulher, Mulher daqui pra Frente e O leopardo é um animal delicado. Escreve, também, para revistas femininas e constantemente é convidada para cursos e palestras em todo o Brasil. É casada com o escritor e poeta Affonso Romano de Sant’Anna.

O texto acima foi extraído do livro “Eu sei, mas não devia”, Editora Rocco - Rio de Janeiro, 1996, pág. 09.

FIRME E FLEXÍVEL

Tudo que é bastante rígido pode ser rapidamente fraturado com a força certa ou quando aplicado à força no lugar certo. Ao contrário, tudo que é flexível pode vergar para todas as direções e ainda assim tornar a voltar à posição inicial.

Quando você deseja ser flexível você se torna muito mais difícil de ser derrubado. Pois você se adapta as situações, podendo enfrentar os mais difíceis desafios.

Ser flexível não significa ceder ou desistir de ser menos firme ou comprometido com aquilo que você procura. Ser flexível significa ser mais inteligente, mais criativo, e mais aberto as novas coisas e descobertas.

Uma árvore que é flexível com o vento não consegue vencer o vento, mas também não será vencida. A flexibilidade habilita você a ser forte em sua posição.

Se você for rígido poderá parecer ser forte na superfície, mas poderá facilmente quebrar com uma pequena e bem colocada força de aplicação.

Procure ser flexível de maneira a se adaptar as necessidades do dia-a-dia. Com a firmeza nos momentos certos e flexíveis nos apropriados você será muito mais forte do que você imaginava ser possível.

SEU DESTINO

Você tem o poder de controlar o seu próprio destino. Você pode não notar, e inclusive estar confortável com o que tem, mas precisa admitir que os erros e acertos fazem parte da responsabilidade que é controlar o destino.

Você pode reclamar, queixar-se que há coisas mais poderosas e decisivas e que estão completamente fora de seu alcance e que não há nada que você possa fazer. Apesar disso tudo é uma forma a aumentar o grau de responsabilidade que é criar o seu próprio destino.

Você pode sentir que o destino deu a você uma certa ajuda ou azar, e que não há maneira de você mudá-lo. Mas o destino não é o que vem até você, é sim sobre as escolhas na qual você deseja se tornar.

Seu destino não é o que realmente aconteceu com você, é sim o que foi construído e realizado com as coisas que aconteceram com você, com aquilo que você fez com a tua preciosa vida.

Acontece em cada momento, em cada escolha, com cada pensamento e cada ação, você sempre estará criando seu próprio e único destino.

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