Empresas investem em marketing via celular
Aparelhos móveis são foco de ações dirigidas por meio de games e conteúdos segmentados
Empresas e agências de publicidade estão investindo numa forma de fazer propaganda pelo celular de uma maneira não tão direta: usando jogos. Desde o início do ano, a AlmapBBDO já tem quatro jogos associados a grandes marcas para downloads para o celular sem custo.
“É um presente para o consumidor da marca”, diz Sergio Mugnaini, diretor de criação para internet da agência. Dois dos jogos foram desenvolvidos para a Pepsi em cima do personagem “Twistão”, um limão que representa o refrigerante também chamado Twistão.
Foram mais de 30 mil downloads desses jogos em três meses. Satisfeita com o resultado, segundo Mugnaini, a companhia repetiu a dose na época da Copa do Mundo, investindo no game “Limão na Copa”. “Mesmo com um tempo limitado para acessos, o game obteve 25 mil downloads junto ao público-alvo, os jovens consumidores.”
A operadora de telefonia Claro e a montadora Volkswagen foram outras empresas que embarcaram na possibilidade. “A mistura de ações em plataformas diferentes é uma tendência irreversível na propaganda”, diz Paulo Stephan, diretor da agência Talent. “No Festival de Cannes deste ano, de cada dez casos apresentados, nove tinham ações que incluíam o celular no trabalho de difundir marcas.”
O uso de jogos em celulares, na verdade, é uma tentativa ainda incipiente de publicidade via telefone. Para alguns publicitários, essa pode não ser a solução mais adequada. Pedro Cabral, diretor da AgênciaClick, que nasceu justamente para explorar o potencial da era digital, avalia que o momento ainda é muito experimental.
“Jogar não está implícito na personalidade do telefone celular, mas sim em equipamentos como os videogames”, diz Cabral. No Brasil enfrenta-se ainda a barreira tecnológica: dos cerca de 92 milhões de celulares em uso no País, apenas 12 milhões podem baixar jogos.
O gamemaníaco, como se autodefine, e também diretor de criação da agência de propaganda interativa OneDigital, Cazou Vilela, lamenta que o potencial dos games em celular ainda não seja explorado como poderia, embora reconheça que não se trata de um problema do Brasil, mas global.
“Há dois anos houve uma bolha com o surgimento de aparelhos próprios para baixar games, mas esse mercado não respondeu com a velocidade imaginada e a Nokia, por exemplo, tirou o celular NGame de linha”, conta ele, até hoje proprietário de um modelo Ngame.
Fonte: Estadão
admin :: Oct.15.2007 :: Notícias, Tecnologia :: 1 Comment »