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O comportamento na negociação

Você já viu crianças brigando por causa de um doce?  “Essa bala é minha”.”
Não… é minha!” Eu vi primeiro!” “Não… eu pedi primeiro!” Alguém ja viveu
ou viu esta cena?…Ela serve como exemplo para o comportamento numa
negociação.  Na teoria da negociação se diz que todo conflito nasce da
escassez. Quando há o suficiente para todos, não existe conflito. No entanto
a verdadeira carência não é material, mas sim emocional. Numa “guerra” entre
duas crianças apenas uma delas pode “ganhar” e demonstrar ao outro que é “o
melhor”, ou que foi o “escolhido”. Apesar de parecer coisa de criança esse
padrão  de comportamento também está no adulto!

Muitas negociações são vistas como uma confrontação em que um ganha o que o
outro perde. Mesmo quando há recursos suficientes para satisfazer os
interesses de ambas as partes, o conflito perdura, porque o objetivo é
“ganhar do outro” e não ” ganhar com o outro”. Parece o contrário, mas quem
aceita uma negociação assim, narcisista, tem baixo estima! É uma luta para
provar aos demais que é o melhor! O negociador narcisista está mais
preocupado em vencer seus semelhantes do que colaborar com eles para
benefício de ambos, ou do grupo!Há conflitos puramente emocionais nas
negociações. Porque ? Porque a verdadeira discussão é saber “quem está com a
razão”, “quem é o mais esperto”, “quem sabe mais sobre os bastidores da vida
e dos negócios do outro”!

Outro conflito é na hora de decidir numa reunião onde aplicar os recursos
disponíveis, por exemplo. Um defende a compra de algo, o outro o
investimento interno.  Como escolher?  Aqui também se esconde um componente
emocional! É sempre uma luta pois a tendência é reagir de maneira defensiva
em relação a posição do outro! Muitas pessoas me  pedem um conselho, mas
conforme a resposta que eu der ela pensa logo que minha resposta é  pessoal.
Numa empresa é a mesma coisa. Se alguém não concorda com a posição, logo se
pensa que a opinião é contra a pessoa e não uma opinião profissional. O
pensamento da pessoa é: “Se ela se opõe ao que penso está contra mim,  está
se tornando uma ameaça, pode até afetar minha imagem “.  É o raciocínio do
narcisista !

Para operar na filosofia do “ganha-ganha” é necessário ir além das posições
pessoais e atender aos interesses gerais. Não se vêem como oponentes, mas
como parceiros na busca da melhor estratégia de expansão para o grupo! Isso
só se consegue se implantar um pensamento de objetivo comum! Neste sistema
não há vencedores nem vencidos, apenas colaboradores que mostram respeito
mutúo!

A espera da vida real

Páscoa é uma data muito comercial, principalmente para o ocidente; transcende séculos e enaltece o corpo físico. No começo ovos eram pintados, ovos de açúcar (saudades) e atualmente, ovos de chocolate. Sem dúvida alguma, uma delícia saborear uma barra de chocolate amargo ou meio-amargo com 64% de cacau. Já o preço está fora de cogitação, mas o sabor fica como deveria ficar o real significado da Páscoa.

Todo homem deveria ter uma religião, um caminho a ser seguido, um exemplo a perpetuar com os seus descendentes. Não importa como se chame ou se vista desde que seja na imagem do Pai, o Criador; aquele que possibilita a nossa evolução, permitindo estar neste planeta de provas e expiações com o único intuito de elevar o espírito do homem às alturas, ou seja, à vida real, a verdadeira morada, o plano espiritual.

Uma das formas do Pai nos ajudar em nossa evolução é através dos grandes espíritos como o de Jesus, Mestre dos Cristãos, professor de todos os humanos. Veio após grandes períodos de preparação para poder ter forma percebível pelos homens. Se fosse possível medir sua aura, o mundo seria pequeno, tamanho é sua capacidade de irradiar energias puras e benéficas.

Mas o homem o troca por uma barra de chocolate, lambendo os dedos, remexendo os cantos à procura de outra, mais outra barra de chocolate.

Não quero de hipótese alguma condenar e recriminar a prática comercial, sou cliente e adepto ao chocolate, quero sim frisar que a vida real não está aqui, nesta encarnação; está em planos superiores para aqueles que conseguirão cumprir seus propósitos e, passando por suas provas e expiações, conseguirão evoluir, sem esquecer-se do resgate do mal feito ou do bem deixado de ser feito.

Jesus, amado Mestre, semeou a planta da evolução em todo o ser humano e poucos conseguem perceber o que realmente ele veio aqui fazer. Não julgo e nem quero julgar, entretanto fico preocupado com a falta de atenção ao que ele pretendia nos mostrar e ensinar – e pretende como governador da Terra. Nós, meros espíritos em evolução, não prestamos atenção, quanto mais no continuar dos seus ensinamentos e exemplos.

A Páscoa representa a evolução na oportunidade da reencarnação sucessiva do espírito imortal através de novos corpos, novas famílias, novos ambientes; podemos reencarnar através de laços consanguíneos ou afetivos, mas isto vai depender do que aqui fizemos e do merecimento adquirido. Alguns terão o brilho enquanto outros poderão vir na escuridão; outros médiuns serão porque muito têm que cumprir e ser responsabilizados pelos feitos; outros, ouvintes ávidos ao conhecimento, atentos as oportunidades de crescimento.

Que o real significado desta Páscoa inunde seus lares, abraçando a todos com a energia advinda do Pai e de nosso irmão Jesus; que o sabor do chocolate esmague a oportunidade que Jesus nos dá.

 

Poder

“Você deve fazer a coisa que você pensa que não consegue.” (Eleanor Roosevelt)

SONHE SEMPRE…

“SONHE SEMPRE… não deixe de sonhar, sonhe sempre… Não tinha nem mesmo um fusquinha velho para me locomover, mas vivia sonhando…

O sonho cria a motivação maior, o desejo da busca, da procura, do encontro daquilo que queremos. Pessoas motivadas vivem sonhando e pessoas que sonham vivem motivadas. Procure sonhar. Carregue seu sonho para onde for.”

Alberto Saraiva, Fundador do Habib’s.

O Que Vale Mais: Beleza ou Dinheiro?

Numa conversa com amigos surgiu este tema e eu achei muito interessante tentar escrever alguma coisa sobre ele, já que são as duas condições que, parece, são as mais cobiçadas pelas pessoas. É claro que não estavam em jogo outras variáveis também muito cobiçadas como a inteligência, a felicidade sentimental, o vigor sexual, a persistência e disciplina para o trabalho, a competência para os esportes ou para a vida social etc. A questão era apenas essa: beleza ou dinheiro?

Não valia também querer ter os 2, porque é óbvio que todos responderiam da mesma forma. Ao longo da minha mocidade, lembro que pensava muito sobre isso quando via uma moça muito bonita no ponto de ônibus. Como é que ela não arrumava um namorado mais bem posto na vida para poder sair daquela situação nada agradável? O fato é que muitas não o faziam e, estimuladas por uma ingenuidade que, penso, está desaparecendo, iam atrás de algum rapaz de suas relações e de condição social semelhante à sua. Não tinham em mente, ao menos de modo claro, que poderiam “trocar” a sua beleza pelo que quisessem. Era isso que estava na minha mente mais atenta à realidade da vida e por isso tinha tanta dificuldade em imaginar que uma moça assim bonita não dava uma solução melhor para sua vida.

O fato é que hoje tenho visto muito menos moças belas e atraentes em pontos de ônibus. Ao mesmo tempo, muitos rapazes, antes displicentes para a aparência física, buscam intensivamente se tornarem protótipos daqueles que seriam cobiçados pelas mulheres mais bonitas ou bem postas. É como se tivessem descoberto todo um modo de se estabelecer socialmente que jamais esteve aberto para os homens, destinados a trabalhar muito e a tentar crescer por força de sua competência para as atividades lucrativas.

Hoje em dia, rapazes e moças, homens e mulheres mais velhos, todo o mundo busca aprimoramentos físicos. Gastam tempo e dinheiro com cremes, cirurgias, tratamentos mais ou menos dolorosos. Fazem de tudo para se embelezar e também para manterem, pelo maior tempo possível, a juventude. É como se estes tivessem se transformado nos nossos maiores valores. São os mais cobiçados, ao que parece.

A vaidade é um elemento da nossa sexualidade relacionado com o exibicionismo. Está presente em todos nós. O que varia é o que pretendemos exibir e como queremos chamar a atenção ou atrair olhares de admiração em direção a nós. Podemos chamar a atenção pela beleza extraordinária. Isso é fácil para quem nasceu assim belo e costuma acomodar a pessoa, que não busca mais nada de muito relevante para si porque já está bem abastecido de gratificações deste tipo exibicionista. As moças, mais que os rapazes, sempre se preocuparam mais que tudo em chamar a atenção pela aparência física mesmo nos casos em que se destacam profissionalmente e têm uma boa condição sócio-econômica. Poucas foram, e são, as que preferem chamar a atenção por outras razões podendo atrair olhares de admiração e desejo por sua aparência física.

Penso que a condição masculina ainda é um tanto confusa e os rapazes, mesmo os que cultivam os músculos várias horas por semana, ainda gostam muito de desfilar com carros que chamem a atenção, o que é uma forma de exibicionismo da vaidade que se exerce pela via indireta. Ou seja, o carro chama a atenção das pessoas e também chama a atenção quem está dentro do carro, quem é o dono dele. Neste caso o dinheiro é que é a principal fonte do exibicionismo. Parece que, afora seu uso para as coisas básicas da vida, o dinheiro está sempre a serviço do exibicionismo. Até há pouco tempo, as moças exibiam a beleza e os rapazes, o dinheiro – deles ou da família – por meio de carros, relógios etc. Hoje as moças estão preocupadas em exibir boa condição financeira, como é exemplo o fascínio que elas têm por bolsas de grife e que todos sabem quanto valem (e muita gente usa as falsas com o objetivo de passar por aquilo que não é). Ao mesmo tempo, os rapazes cultivam ao máximo sua beleza física sem abrir mão, é claro, do exibicionismo material.

Parece que a vaidade se tornou mais exigente e todo o mundo quer chamar a atenção de qualquer jeito e quase sempre pela via da beleza ou do dinheiro. A competição se atiça e não vão bem as relações humanas, nem as de amizade e muito menos as amorosas. Agora, tudo leva a crer que, neste exato momento, a beleza está valendo mais do que o dinheiro – e não é que ele valha pouco. Acho que, com o fim da ingenuidade, todos, rapazes e moças, perceberam que a beleza tem um importante valor de mercado, de modo que acham que, de posse dela, conseguirão o dinheiro. A beleza chega ao dinheiro e nem todo o dinheiro do mundo compra a beleza para si. O dinheiro compra um parceiro – ou parceira – belo, mas não a beleza para si. Assim, o pólo se inverteu pelo fim da ingenuidade. Porém, as peças continuam as mesmas. O que interessa mesmo é beleza e dinheiro.

Flávio Gikovate: Médico Psicoterapeuta, Conferencista e Colaborador de várias revistas e jornais de grande circulação.
Site: http://www.flaviogikovate.com.br

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